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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Rosa a inquieta - Calder Willingham



Ficha Técnica
Título: ROSA - A INQUIETA
Título Original: Rambling Rose
Autor: Calder Willingham
Editora: Círculo do livro
Tradução: Carmem Ballot
Ano: 1972
Número de páginas: 298


O livro não traz uma resenha (na contra-capa ou na orelha...) Então vou direto ao ponto:


Minha Opinião

Um livro genial. Muito diferente e genial.

O autor tem um jeito muito particular de escrever. O narrador é o escritor e é uma personagem, diz que nem tudo na história é verdade, mas algo o é, sem nunca explicar o que é e o que não é. Fala sobre escrever, sobre livros e sobre a relação entre o autor e o leitor. É tão convincente que você só se dá conta que a coisa não é bem assim, quando vê que o nome do autor é diferente do nome do narrador.

Ele vai e volta no tempo (sempre de forma muito clara, sem deixar o leitor perdido), hora é o menino que presenciou os fatos, hora o escritor, distante da infância.

Devaneia. Muito! mas de maneira nem um pouco entediante, alguns devaneios são deliciosos, de fazer rir um bocado.

Tive com a personagem principal, que dá título ao livro, uma relação de amor e ódio, a maioria de seus erros eu perdoei, mas não todos, especialmente um. Porém Rosa tem muitas qualidades, dentre elas a inocência e bondade, que faz com que seja impossível não gostar dela e, quando ela apronta, dá mais pena que raiva, ao menos na maioria das vezes.

É um livro quente, mas muito diferente de todos que já li.

O fim é surpreendente, não vou fazer spoilers, direi apenas que não sei se é feliz ou triste, talvez um pouco de cada, mas se não me fez sorrir, também não me revoltou, a sensação foi de serenidade, de aceitação.

Citações:

Não posso dizer que esta história seja baseada em pessoas totalmente imaginárias e que qualquer semelhança com pessoas reais vivas ou mortas seja inteiramente coincidência. Seria mentira e contar mentiras é pecado. (p.7)

A primeira criança pela qual ela focalizou os raios ardentes de sua fé e de sua crença conseguiria, é lógico, a maior de todas as doses. E, felizmente, ou infelizmente, aquela primeira criança era eu. (p. 20)

um livro é uma criação simbiótica de autor e leitor, enquanto não é lido simplesmente não existe. (p. 198)

Era um gesto de mestre e até o papa o teria aceito, se Sua Santidade não conhecesse bem Rosa, mas é lógico que papai sabia com quem estava lidando. (p. 225)

- Eu não sei onde você tem a cabeça e o rabo, especialmente o rabo... mas a sua cabeça é um mistério também. (p 228) 


Fotos:







Francini Sonsin Aguiar Cervantes

10 comentários:

  1. Lembro de vc aquele domingo comentando que a Rosa do livro era meio assanhada! kkkkkkkk
    a minha avó se chama Roza! :P ahuahuahuahauhuahau
    ^_^

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    1. kkk meio não amiga, inteiramente. Inquieta é um modo de tornar mais bonitinho o comportamento dela, ao menos inicialmente rs

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  2. Um livro quente?!
    Tô fora!!
    =x
    No geral eu não tenho afinidade com esse tipo de literatura!
    "/

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    1. Já eu costumo gostar bastante Lila. Sei que está na moda agora por causa de 50 tons e tals, mas eu gosto não é de hoje, comecei com o melhor: Jorge Amado.
      Claro que é questão e gosto :)

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  3. Nossa, este livro é da extinta "Circulo do livro"!!!!
    Há quanto tempo não vejo alguém resenhando livros como este....
    Nunca, nunca mesmo, li um livro desta editora que fosse ruim, simplesmente todos são bons, é inacreditável. Não conhecia este em específico, mas se encontrar em algum sebo vou comprar sem dúvida!!!!

    Dica anotadíssima.

    Beijão, Van - Blog do Balaio
    balaiodelivros.blogspot.com.br

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    1. Que bacana Van, não sabia que a editora era tão boa, vou fuçar lá em casa para ver se tenho mais livros dela :D
      Que bom que curtiu e tomara que encontre o livro

      ;**

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  4. Também não sou fã de livros mais "assanhados", Jorge Amado por exemplo, não curto =/ .... hhahahaha, mas ainda assim acho dica de livro sempre muito bem vinda! adorei =)

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    1. é como eu disse Érica, é questão de gosto mesmo, Jorge Amado é um dos meus autores favoritos, tenho a obra inteira em edição especial com direito a medalha de bronze rs. Mas o que seria do azul se todos gostassem de amarelo? Acho que o bacana é mesmo essa diversidade :)

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