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domingo, 2 de junho de 2013

A Luta Pelo Direito - Rudolph Von Jhering



Ficha Técnica

Título em PTBR:
A LUTA PELO DIREITO
Título original:
DER KAMPF UMS RECHT
Autor:
Rudolph Von Jhering
Tradução:
Dominique Makins
Editora:
Hunter Books
Edição:
Primeira
Ano:
2012
Diretor Geral: 
Ado Varela
Coordenação editorial:
Lumiar Design Estúdio
Dominique Makins
Revisão:
Carita Ferrari Negromonte
Projeto Gráfico e Capa:
Lumiar Design Estúdio
Coordenação de Produção:
Equipe Editorial Hunterbooks Editora
Páginas
157
Parte do box ESSENCIAL DO DIREITO



A ideia principal do livro é a de que a lei é uma luta. O autor defende que a justiça não vem reparar tão somente o prejuízo monetário da injustiça, mas o sentimento do direito legal, o sentimento de que seus direitos estão sendo cumpridos, que a justiça é feita, que o responsável pela injustiça está pagando. Para embasar esta teoria ele cita exemplos como o homem que teve um objeto roubado e se confortou por perceber que o ladrão não saberia usá-lo ou do autor da execução que recebe oferta do juiz de restituição do próprio bolso (devido ao valor tão pequeno que não compensaria o dispêndio de tempo) e não aceita, pois quer que o culpado arque com o prejuízo.

Segundo, Rudolph Von Jhering, a lei não ocorre naturalmente, a justiça não é uma resposta natural quando algo de injusto ocorre. A lei é uma luta! Deve-se lutar pela lei, pelo direito. Ser atacado em seus direitos e não reagir é acovardar-se. Deve-se manter o sentimento de direito legal e lutar pela lei, cada indivíduo deve lutar a cada dia para que seu direito não seja ferido impunemente.

O posicionamento exposto no livro é excessivamente complexo para ser resumido de forma tão simplória, mas correndo o risco da superficialidade, exponho minha opinião:

Ao meu ver, o autor é bem radical por um lado, mas não deixa de ter razão. A tese formulada é fantástica, por um lado temerária (sempre mantenho um pé atrás com o radicalismo na defesa dos direitos, normalmente se esquece que o atacado também tem os dele), mas, de modo menos incisivo, concordo com Jhering. Concordo que cada indivíduo tem o dever de lutar pela lei, pela justiça, iniciando na sua esfera, pelos seus direitos individuais.

Vale muitíssimo a pena cada segundo gasto na leitura. Recomendadíssimo. Nota 10.

Fotos:





Francini Sonsin Aguiar Cervantes
http://www.skoob.com.br/usuario/290526

terça-feira, 28 de maio de 2013

O caso dos exploradores de caverna


Ficha Técnica

Título em PTBR:
Os Exploradores de caverna
Título original:
The Case Of The Speluncean Explorers
Autor:
Lon L. Fuller
Tradução:
Sabrina Lotaif Kheirallah
Editora:
Hunter Books
Edição:
Primeira
Ano:
2012
Diretor Geral: 
Ado Varela
Coordenação editorial:
Lumiar Design Estúdio
Dominique Martins
Revisão:
Renata Maron Blois Bruzadin
Projeto Gráfico e Capa:
Lumiar Design Estúdio
Coordenação de Produção:
Equipe Editorial Hunterbooks Editora
Páginas
96



O livro é uma discussão de juízes acerca de um caso complexo e de grande publicidade. O caso é o seguinte: 5 exploradores foram explorar uma caverna e ficaram presos (pedras deslizaram e obstruíram a única saída). O governo mandou resgate, mas era um caso complicado, morreram 10 homens trabalhando no resgate que durou ao todo 32 dias. Os suprimentos acabaram muito antes e os exploradores acabaram decidindo que um deles morreria para que os outros 4 sobrevivessem comendo a sua carne, o que foi feito, escolheram quem seria morto por meio dos dados. Ao voltarem para a civilização foram indiciados por homicídio e condenados à forca. Mas a parte mais importante é a discussão e exposição de ideias dos juízes acerca de como deveriam julgar o caso.

O julgamento se passa nos Estados Unidos no ano 4300 (sim, é fictício), e sugere que "as questões nele envolvidas estão entre os problemas permanentes da raça humana" (Página 82).

Hoje, pelas leis brasileiras, se eu fosse advogada dos réus, provavelmente alegaria inexigibilidade de conduta diversa e estado de perigo, acredito que apesar de terem, de fato, cometido o crime de homicídio as circunstâncias devem ser levadas em conta, eram desesperadoras. Uma das teses discutidas é a de que por estarem longe da civilização, por sua própria conta, não estariam sujeitos às leis da civilização, mas acho uma tese difícil de ser defendida, não me convenceu muito. Mas também não acho que as leis devem ser aplicadas e ponto, como se o magistrado fosse um computador. Enfim, é difícil por ser um caso único, extremamente chocante (estamos falando de matar para viver, de antropofagia) e também por se passar em outro país com leis totalmente diferentes e com um sistema jurídico totalmente diverso (Nos EUA funciona o common law onde o juiz julga com base no costume, na jurisprudência, assim a lei costuma ser aplicada da mesma maneira sempre, por aquele tribunal, de maneira mecânica, Aqui é o Civil Law, onde a base para aplicação é a lei, que são muitas, somos muito positivistas, e ao juiz cabe interpretar e aplicar a lei a cada caso).

É um livro muito conhecido, tido como base pela maioria dos juristas. Acredito que o que fixou para mim foi a delicadeza de cada situação e a quantidade de interpretações que ela pode gerar, o que é muito importante para qualquer aplicador do direito (ou que pretende um dia ser um [no caso eu]).

A edição é uma graça, dá o ar de um clássico (que é), ao mesmo tempo super moderno, de um azul muito lindo e cheio de pequenos detalhes que encantam.

Comprei no Submarino e faz parte do Box Essencial do Direito que falei AQUI

Mais fotos:

Pensamentos Jurídicos - fim do livro

Justiça com a espada e a balança - primeira página 

Cada aba da capa e contra-capa tem metade da imagem da primeira página


Francini Sonsin Aguiar Cervantes

domingo, 26 de maio de 2013

Box Essencial do Direito


Comprei o Box "Essencial do Direito", mas só agora consegui ler o primeiro livro e resolvi mostrar antes o box e depois o livro.

Comprei no Submarino e paguei R$ 16,90 + frete de R$ 2,86 em uma promoção. Atualmente custa R$17,90 (outra promoção), mas o preço original é R$ 39,90.

Eu amooo as promoções do Submarino, muuito barato e muito lindo também, sobre os livros conto conforme for lendo.

Mais fotos:




Resenha dos livros:
- O caso dos exploradores de caverna
- A Luta Pelo Direito
- Dos Delitos e Das Penas

 Francini Sonsin Aguiar Cervantes





sexta-feira, 24 de maio de 2013

Um Olhar Sobre a AIDS



Ficha Técnica
Título:
Um olhar sobre a AIDS
Autoras:
Larissa Bortolli Menezes
Ana Carla Poliseli
Paula de Assis Fernandes
Revisão:
Jussara Maria Jurach
Gráficos e Ilustração:
Tiago Silva
Foto da Capa:
Paula Fernandes
Capa e Edição de Fotografia:
Cleverson de Lima
Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica:
Paula Fernandes
Impressão e acabamento:
KG Kort Gráfica
Editora:
produzido através do Fundo Especial de Promoção das Atividades Culturais (Fepac), da Fundação Cultural de Campo Mourão (Fundacam).
ISBN:
978-85-912441-0-2
Ano:
2011
Edição:
1ª
Páginas:
257


O livro deste post é muito especial para mim, porque foi escrito na cidade onde eu moro, sobre os pacientes tratados aqui. Conheço as autoras, uma das enfermeiras, quem fez os gráficos e as ilustrações. E é autografado viu?

Lê-lo foi singular, aprendi muito. A gente tem mania de achar que a AIDS é uma coisa distante, coisa de grandes centros. Eu sabia que existia aqui, mas com o livro se tornou mais real, mais palpável, mais crível.

"Um olhar sobre a AIDS" é o título perfeito, porque é isso que o livro me mostrou, um olhar diferente do que o que se costuma ter sobre a síndrome. É real, é presente, está perto, merece cuidados, mas não é um bicho de sete cabeças! O portador de HIV não deve ser excluído da sociedade, a AIDS não é transmitida pelo aperto de mão, abraço, beijo, compartilhar talheres. É transmitida por sexo sem preservativo. Em muitos momentos o livro mostra que é comum as pessoas não compartilharem talheres com soropositivos, ter medo até de chegar perto, mas fazerem sexo sem camisinha.

É uma doença séria, tem tratamento, dá para ter uma vida normal, mas exige cuidados para o resto da vida. A AIDS não é um bicho de sete cabeças, não é uma sentença de morte, mas também não deve ser banalizada.

O tratamento é difícil, exige uma rotina severa, uma vida regrada, mas o que é mais  difícil de enfrentar para o portador é o preconceito. 

O livro é de utilidade pública, é importante conhecer bem a AIDS, para se proteger da maneira adequada e para combater o preconceito que pode existir dentro de cada um de nós por pura falta de informação.

Gostei muito do conteúdo e também da forma com que foi escrito. As autoras são jornalistas e o livro lembra um documentário. Não é uma daquelas cartilhas monótonas, mas mostra o ponto de vista dos envolvidos, foram entrevistados portadores, profissionais da saúde que atuam na área, estudiosos. A vida de cada um dos pacientes retratados no livro (os verdadeiros nomes são mantidos em sigilo) nos faz sentir como é ser cada um deles, entender o que é a doença e como ela afeta a vida de cada um, pessoas de várias idades, gêneros, e histórias de vida. Cada capítulo inicia-se com uma foto e uma frase (que estará escrita no próprio capítulo) dita por um entrevistado. Dentro dos capítulos há ilustrações, gráficos. É simples e gostoso de ler, ainda que o tema não seja dos mais leves.

Demorei para ler, um pouco por estar muito atarefada, mas muito por dó de acabar. Sabe quando você tem dó de pegar um livro para ler e ler demais e ele acabar mais rápido? Queria que demorasse o máximo possível então quando cheguei no finzinho enrolei o quanto pude.

O que acontece com os pacientes de Campo Mourão não é muito diferente do restante do país. Recomendo a leitura, com certeza será um grande aprendizado para quem se dispor a ler, além de se tratar de uma questão importante para conhecimento de todos.

Fotos:








Francini Sonsin Aguiar Cervantes

sábado, 11 de maio de 2013

Panos de prato - técnica sombras


Antes do Post um recadinho rápido:
quem entrou esses dias no blog percebeu que estava sendo redirecionado para o site "Opromo", pesquisei na internet e resolvi o problema, o culpado era o contador. Quem está com este problema ou quer entender melhor CLIQUE AQUI.
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Eu pintei mais dois panos de prato e vim mostrar. A técnica eu vi em um blog por aí (não lembro qual) para fazer em quadros e adaptei. Consiste em imprimir uma foto que ache que vai ficar legal, recortar o fundo e desenhar com lápis, depois é só pintar. Vou mostrar o resultado para ilustrar melhor:


O primeiro eu só pintei de preto (achei mais difícil do que parece rs):




E depois resolvi pirar um pouco mais, mais fácil de cobrir, mas difícil conseguir o efeito:


Ambos foram baseados em fotos do nosso casamento, o em preto era o beijo posado para a foto na saída da igreja e o Vermelho e amarelo o primeiro beijo de casados, no altar:



E aí? Quem curtiu?
;*
Francini Sonsin Aguiar Cervantes

segunda-feira, 22 de abril de 2013

5 anos!


5 anos juntos... 5 anos! O tempo passa muito rápido. Quem diria que um dia me apaixonaria perdidamente por “um amigo da minha mãe”, “o palmeirense do Senac”. E ser palmeirense não é seu único defeito, você também é chato, velho (e nem estou falando da idade física com 9 anos a mais que eu), teimoooso feito mula, ranzinza...
A gente briga, briga muito, briga o tempo todo. Os amigos se irritam, dizem que a gente tem que parar de ficar discutindo o tempo todo porque um gosta de carro branco e outro não. Puxa! Como implicamos um com o outro à toa!
As coisas entre nós aconteceram de modo peculiar. Nos conhecemos, cerca de 2 anos depois começamos a nos cumprimentar (e brigar por causa de time), mais 1 ano e passamos a conversar, você começou a investir e eu tentei nem ligar, tentei. Não deu muito certo, me apaixonei. Alguns meses depois, nosso primeiro beijo, e aí tudo muito rápido: dia seguinte você me comunica que estamos namorando (pedir pra quê né?), no outro me pede em casamento “Quer ser minha esposa” Whaaaat?? Quase caio para trás, mas aceito. O tempo passa e eu me acostumo com seus pedidos de casamento cada vez mais frequentes.
Três semanas de namoro e a primeira aliança, quiseram entregar para uma tal de “Fátima” e você quase enlouqueceu.
Quase um ano de namoro e a nossa primeira briga. Motivo? Teve a cara de pau de dizer que mulher dirige mal! Ora, não interessa se eu não dirijo (na época nem tinha idade para isso), aquilo me tirou do sério. O problema é que parece que gostamos, começamos a brigar sempre o tempo todo, cada vez com mais frequência.
Um ano de namoro e outra aliança, linda, abaulada por dentro, retinha por fora, aço com fio de ouro e uma pedrinha branca.
Com um ano e dois meses de namoro decidimos oficializar o tal pedido de casamento (que já haviam sido centenas até então), jantar de noivado na casa da minha avó, aliança nova, toda de ouro dessa vez.
Dois anos e dois meses de namoro, chegou o grande dia. Casamento sem festa, simples, pouquíssimos convidados. Não tem como dar nada errado. Não? Parente dando chilique e infernizando porque não foi convidado? Não acredito na falta de noção! Noivinhos entraram separados? Mas eu pedi pra entrarem juntos! O cara soltou a música errada? Impossível, dei tudo na mão dele, mas ahh claro, os noivinhos entraram separados... Pelo menos o buquet é lindo e o vestido... ahhh não! Manchei o vestido com o buquet! Hora de trocar as alianças, mas eu não consigo tirá-las do porta aliança, quem foi que enroscou isso aqui???
Quem disse que não podia dar nada errado?
Sabe como eu me senti? Mais feliz impossível! Sorriso de orelha a orelha! Deu muita coisa errada sim, mas o buquet era maravilhoso, o vestido divino, a igreja decorada do jeito que eu sonhava e, claro, o noivo... ahhh o noivo parecia uma visão do paraíso!
Ahh!!! Eu estava casando! Casando com um homem incrivelmente lindo em seu terno cinza azulado claro, lógico, porque de jeito nenhum que ele ia casar de preto depois de ter feito aquela piada de que o noivo casava de preto porque estava de luto!
E hoje, quase 3 anos depois, completamos 5 anos juntos, brigando mais do que nunca. Mas se amando mais do que nunca também. Marcio Aguiar da Costa Cervantes eu amo você! Eu quero ficar do seu lado para sempre! Porque por mais brigas que tivermos, por mais diferentes que sejamos, eu sei que você foi feito e preparado para mim por Deus! Ele me deu a pessoa perfeita. Um homem cheio de defeitos, que aos olhos humanos parece incrivelmente incompatível, mas é o homem que eu amo e que me faz muito, muito feliz. O único capaz de me apoiar e me dar suporte sempre que preciso. Tudo o que consegui nesses 5 anos foi graças a você, ao seu apoio e ao seu amor. Parabéns e um brinde à nossa felicidade.

Francini Sonsin Aguiar Cervantes

terça-feira, 16 de abril de 2013

Make batom vermelho

O que rola quando eu, sem nada para fazer numa noite chuvosa, resolvo fazer uma maquiagem?

















 Essa tal de maquiagem é boa demais, eleva a auto-estima e deixa a gente beeem melhor rs. Só falta o talento para fotografia rs, queria conseguir mostrar certinho :/

Nessa eu usei:

Iluminador Revlon
Demaquilante L'oréal
Brow Set Girl Boy
Sombra Duda Molinos Galaxy
Lápis retrátil preto Revlon
Base Infallible L'oréal
Rimel Super Shock Max
Sombra Elf peddler's cloak paleta Evil Queen
Sombra dourada clarinha paleta NYX Caribbean Collection
Pincel para Pó
F80 Sigma
Pincel sombra Maybelline
Pincel sombra Avon
Batom MAC Russian Red (esqueci de fotografar >.<)


Beeijú!
Francini Sonsin Aguiar Cervantes

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Campanha de incentivo à leitura

     Conheci a campanha no blog O dia da Lila (visitem, é muito bom!) e super aderi.  
     Primeiro gostaria de dizer que ser um leitor assíduo não é difícil. Observe as principais causas de não ler e soluções:

Foto: http://www.ebookbr.com


  • Não gosto de ler
     Você está lendo os livros errados. Simples assim. Não pense que para ser um leitor você precisa ler livros intelectuais ou que precisa ter vergonha de dizer que está lendo certos livros. Eu leio de tudo. Leio livros intelectuais, já li toda a trilogia de "Cinquenta tons de cinza", leio Jorge Amado, Augusto Cury (estes dois são meus favoritos), leio contos de fadas... Já li de "A menina que roubava livros" até "A Bela e a Fera" (amo ambos). Minha avó lê livros escritos por gente morta rsrs. Sério. Vale tudo! O que é bom para aquele seu amigo leitor super-intelectual pode não ser para você, basta mudar o foco. Leia livros que te pareçam mais legais, você vai ver como fica bem mais fácil.

  • Não tenho o hábito de ler
     Hábito se cria. Comece aos poucos, está sem fazer nada? Em vez de optar por ficar deitado no sofá com o controle remoto apontado para a TV procurando "algo que preste", sem sucesso, na programação, vá ler um livro! No início pode ser enfadonho, mas você não precisa ler tudo de uma vez, nem sequer um capítulo. Comece lendo uma página por vez, de livros pequenos se for o caso. Logo vai ficar fácil devorar várias páginas sem nem ver o tempo passar.

  • Não tenho tempo para ler
     Eu também não. Minha rotina é muito corrida. Segunda a sexta eu acordo 7:30, me arrumo, vou trabalhar 08:30, volto para casa 17:30, assisto um pedaço de Malhação, outro da novela das seis e vou para a faculdade, volto 23:00 exausta e vou dormir, às vezes assisto algumas séries no notebook antes. Sábado tem faculdade das 08:00h ao meio dia e a cada 15 dias viajo para a casa dos meus sogros. 
     Ops! Releia o parágrafo anterior. Viu? Dia corrido, calculado e sem horário para leitura. Mas eu leio praticamente todos os dias. Como? Carrego um livro na bolsa. Quaisquer 10 minutos serve para ler um pouco, seja no intervalo das aulas, depois de uma atividade na faculdade, depois do almoço, etc. É questão de se adaptar ao seu horário.


     Ler faz bem! Isso todo mundo sabe, mas só que lê sabe o quanto é bom, gostoso, faz bem para a alma.
Foto: http://www.esffl.pt

     Voltando à campanha, para participar:
     "Escolha um livro e conte o motivo pelo qual ele deveria ser lido mais, escolha um livro que fez a diferença para você e indique para suas leitoras!!"


     Eu escolhi "O Futuro da Humanidade", o livro que fez com que eu me apaixonasse por Augusto Cury.

Foto: http://cinejan.wordpress.com/


     Foi o primeiro livro do autor que eu li. O primeiro romance escrito por ele (Aliás é interessante registrar que, apesar da maioria dos livros escritos por Augusto Cury serem comumente tipificados como "Auto-ajuda", o autor explica que são livros de ciência aplicada. Mas enfim, voltemos a este livro, que é um romance). 
     O Futuro da Humanidade mudou muito a minha visão de mundo, mostrou que todos temos uma história. O mendigo que você encontra na rua pode ter sido, como é o caso do livro, um brilhante professor de filosofia. Mostra a importância de conhecer a história das pessoas e de nunca subestimá-las, seja como um psiquiatra que deve tentar tratar a mente utilizando também psicologia, em vez de só utilizar medicamentos, seja como pessoas comuns, aprendendo o valor de cada pessoa e o quanto se perde julgando e subestimando-as.
     Enfim, li este livro a cerca de 4 anos e mudou meu modo de ver a vida e as pessoas. Indico totalmente!
     Estou sempre postando resenhas e indicando livros por aqui, mas achei bacana a campanha por poder colocar a importância da leitura (e de como é fácil o acesso à ela) de maneira mais explícita.
     Curtiu? Quero ver comentários! Todos podem aderir à campanha, por posts no blog, no facebook, indicando livros nos comentários aqui em baixo, etc. Por um mundo com mais leitores!

Francini Sonsin Aguiar Cervantes

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Brinco de Caveirinha

     Se você me conhece pelo menos um pouquinho, já foi no meu quarto ou já olhou meu guarda-roupa, sabe que eu aaamo caveirinhas. E esses dias, quando fui comprar um brinco para mim (ando amando brincos de prata pequenininhos), me deparei com essa belezinha:



     Comprei em uma joalheria da minha cidade (Bassani) e paguei R$ 12,00!!! Baratíssimo, olha como fica uma gracinha na orelha:


     Ganhou meu coração @@!


Francini Sonsin Aguiar Cervantes

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O Dever do Advogado - Rui Barbosa


Ficha Técnica
Título: O Dever do Advogado
Autor: Rui Barbosa
Editora: Rideel
Coleção: Biblioteca Clássica
ISBN: 85-339-0830-X
Ano: 2006 (texto de 1911 e prefácio de 1985)
Edição: 1ª
Páginas: 48



     O livro transcreve, na íntegra, uma troca de Cartas (3) entre Evaristo de Morais e Rui Barbosa. É um livro pequeno. O prefácio é maior que o texto em si (27 páginas), e também muito importante, pois coloca o leitor no contexto histórico dos acontecimentos. 
     Evaristo de Morais tinha sido procurado para atuar em uma causa criminal. Não se tratava de uma causa criminal comum, mas de uma daquelas com grande exposição na mídia. 
     Um crime brutal e de grandes proporções. O acusado, para somar aos problemas, era ainda adversário político de Evaristo de Morais e Rui Barbosa. Evaristo chegou a tentar passar a causa a um colega, mas este não aceitou. Cercado por todos os lados, sem saber como agir, resolveu escrever uma carta a Rui Barbosa, pedindo conselhos.
     Rui Barbosa respondeu dando uma aula. Acreditava na culpa do acusado, mas, ainda assim, demonstrou que Evaristo Morais deveria sim assumir o caso.
     Todo estudante de direito já ouviu comentários horríveis acerca do advogado criminal de defesa. Muitos consideram seu papel indigno. O livro mostra o contrário. Não há justiça sem a defesa do acusado.
     Tornou-se um dos meus livros favoritos, todos deveriam ler. 
     Evaristo de Morais Filho fez o prefácio da obra e no último parágrafo deste escreve:

"O Dever do Advogado, apesar de pequeno em suas dimensões, constitui um clássico na matéria de ética profissional entre nós, merecendo por isso, e sempre, novas reedições para conhecimento dos que ainda não tiveram a grata oportunidade de lê-lo." 

     Para explicar melhor de que se trata, sendo que não saberia explicar com minhas palavras de maneira digna essa magnífica obra, cito alguns trechos importantes da carta de Rui Barbosa:

"quando quer e como quer que se cometa um atentado, a ordem legal se manifesta necessariamente por duas exigências, a acusação e a defesa, das quais a segunda, por mais execrando que seja o delito, não é menos especial à satisfação da moralidade pública do que a primeira. A defesa não quer o panegírico da culpa, ou do culpado. Sua função consiste em ser, ao lado do acusado, inocente, ou criminoso, a voz dos seus direitos legais" (p.32)

"A este (advogado), pois, releva honrá-lo, não só arrebatando à perseguição os inocentes, mas reivindicando, no julgamento dos criminosos, a lealdade às garantias legais, a equidade, a imparcialidade, a humanidade." (p.33)

"Recuar ante a objeção de que o acusado é 'indigno de defesa', era o que não poderia fazer meu douto colega, sem ignorar as leis do seu ofício, ou traí-las. Tratando-se de um acusado em matéria criminal, não há causa em absoluto indigna de defesa." (p. 35)

"Assentou ela (a lei) que a verdade não será possível de achar, senão quando buscada juntamente pela acusação e pela defesa." (p.41)

"O direito de defesa, a liberdade da defesa, confiou-os à honra profissional do advogado, conciliando assim os legítimos direitos da sociedade com os direitos não menos invioláveis do acusado." (p. 41)

     Gostaria de chamar a atenção para a próxima citação. Esta carta foi escrita em 1911, e o descrito no seguinte parágrafo é exatamente o que ocorre nas condenações midiáticas atuais(quando a mídia manipula as informações e expõe só o que a interessa, de modo que o acusado é considerado culpado antes mesmo do julgamento - acontece todos os dias):

"Trata-se de um crime detestável que acordou a cólera popular. Mas, abrasada assim, a irritação pública entra em risco de se descomedir. Já não enxerga a verdade com a mesma lucidez. O acusado reveste aos seus olhos a condição de monstro sem traço de procedência humana. A seu favor não se admite uma palavra. Contra ele tudo o que se alega, ecoará em aplausos." (p.34)


     Por mais tempo que faça essa troca de cartas, a matéria continua atualíssima. Claro que muita coisa mudou, hoje qualquer estudante de direito, concorde ou não, sabe que todos tem direito à defesa, todos estão sobre a proteção da lei (inclusive os culpados), mas há ainda muito o que se atentar ao assunto, há ainda muita discordância acerca do tema. Esta simples troca de cartas, em razão dos problemas de consciência de um advogado, por causa de um processo, tornou-se um marco divisor de águas no direito criminal. Livro recomendadíssimo!

Por dentro

Contra-capa

Folha de rosto 
Eu grifo! rs

Fininho


Francini Sonsin Aguiar Cervantes